segunda-feira, 27 de julho de 2009

Movimentos Sociais




Os movimentos sociais, no Brasil, mais precisamente após a ditadura, tomaram forma principalmente após o governo de Juscelino Kubitschek. No momento político em que o Brasil estava abrindo as portas ao neoliberalismo, em que assume uma nova postura governamental diferente daquela do governo getulista – passando de bem-estar social para o gerencial. A população transformada de cidadãos com direitos concedidos pelo Estado para consumidores em potencial, compôs uma nova realidade. Destarte, o destaque inicial dos movimentos sociais populares urbanos foram as reinvidicações de bens e equipamentos coletivos de consumo e questões ao redor de moradia, usualmente articulados territorialmente ao nível de bairro ou região.

Com o passar do tempo, os movimentos sociais tiveram os seus fluxos e refluxos na realidade. Caracterizando-se pelas especificações de foco: pela liberdade, pela luta cultural das etnias e raças, pela nação, e ao mesmo tempo pelo lugar, pela terra e pela vida. Todavia, esses movimentos tentam sempre dar universalidade às demandas particulares, buscando fazer política, vencendo os desafios dos localismos, priorizando a cidadania.

A participação cidadã é norteada pelo amplo conceito de cidadania, que é, em sua concepção, o direito a vida como um todo. Na construção objetivada de uma democracia radical, sem desigualdades, exclusões de quaisquer natureza. Na égide da ética na política, os movimentos sociais expandiram sob segmentação de vertentes cada vez mais diferenciadas. Enfatizando ao longo dos anos 90, surgindo o terceiro setor – ONGS -, aliada do governo, para atender a necessidade de serviços sociais.

Dilatando assim a percepção da população quanto a emergência da participação popular na mobilização para sensibilizar o Estado na contra mão de interesses no campo da política. Logo, a modernidade se constitui de duas formas: a racionalização e subjetivação, sobretudo quanto a subjetivação como caráter identitário na mobilização de demandas em âmbito cultural, político e social.

A mobilização estudantil, realizada durante esses últimos vinte anos, efetivou-se um marcante diferencial dos movimentos sociais, tendo como protagonista a classe média. Assim como no movimento cara-pintada, para a retirada do presidente da república na época, Fernando Collor de Melo, hoje com a luta pela a permanência do direito das 120 passagens, o movimento constitui-se historicamente autêntica, quanto a sua busca por direito constitucionalmente adquirido. Ainda que, a população manauara esteja engatinhando na concepção de cidadania participativa, não se pode conter-se pelas dificuldades, mas avançar, pois sem luta não há vitória.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

SBPC e a Comunidade Amazonense Científica



Entre os dias 12 e 17 de julho do corrente ano, recebemos no campus do ICHL - UFAM, o Sexagéssimo Primeiro Simpósio Brasileiro de Progresso e Ciência. Ocasião de grande euforia entre palestrantes e expositores advindos das diversas áreas do Brasil.



Instituições como a FAPEAM, Nilton Lins e as Forças Armadas marcaram presença nesta festa. Um momento único, em que recebemos cientistas de diversas áreas num diálogo, que nestes dias apresentaram suas pesquisas, e oportunizaram momentos de lazer, cultura e conhecimento.



Oportunidade ínfima na troca de conhecimentos, parcerias, no mundo da pesquisa em outras regiões. Entretanto, embora encontremo-nos em período de férias, os alunos de diversas faixas etárias poderam compartilhar e marcar presença nesta grande convenção de conhecimento, com alunos de instituições de outros estados da federação.


Ainda que o fluxo de pessoas tenha sido intenso nesses dias, a academia se portou de maneira parcimoniosa e tacanha, de fato que, para além das palestras realizadas em ambientes fechados de auditórios, na qual a presença de pesquisadores de fora se fez massificadora. Reflito sobretudo, a presença do Departamento de Ciências Sociais, nos grupos de discussão, nas apresentações... aquém com certeza, na efetiva reflexão da grandeza ímpar de sediar um evento, como este, que destarte nos foi concedido nestes dias.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Manaus, a enchente do século



Na década de 50, Manaus presenciou uma enchente que mudou geograficamente a paisagem da cidade, transformando-a na cidade das pontes...


















Após 56 anos, o fenômeno voltou a acontecer, e mesmo depois de tantos anos, os manauaras tornam a sofrer com a cheia do Rio Negro, ainda que "a geografia da cidade seja outra", fato é que vários bairros foram atingidos.




A água do esgoto não tem para onde ir, e em conjunto o mal cheiro, o lixo e o descaso de nossas lideranças governamentais... Atingindo até as camadas mais abastardas.




A população precisa se conscientizar e fazer-se presente nas decisões tomadas por quem está no governo, sabendo que participando é que se faz democracia de verdade. É um momento de reflexão, pois precisamos pensar no que estes estão fazendo, o que pretendem, e acima de tudo o que queremos para nossa cidade.