
Os movimentos sociais, no Brasil, mais precisamente após a ditadura, tomaram forma principalmente após o governo de Juscelino Kubitschek. No momento político em que o Brasil estava abrindo as portas ao neoliberalismo, em que assume uma nova postura governamental diferente daquela do governo getulista – passando de bem-estar social para o gerencial. A população transformada de cidadãos com direitos concedidos pelo Estado para consumidores em potencial, compôs uma nova realidade. Destarte, o destaque inicial dos movimentos sociais populares urbanos foram as reinvidicações de bens e equipamentos coletivos de consumo e questões ao redor de moradia, usualmente articulados territorialmente ao nível de bairro ou região.
Com o passar do tempo, os movimentos sociais tiveram os seus fluxos e refluxos na realidade. Caracterizando-se pelas especificações de foco: pela liberdade, pela luta cultural das etnias e raças, pela nação, e ao mesmo tempo pelo lugar, pela terra e pela vida. Todavia, esses movimentos tentam sempre dar universalidade às demandas particulares, buscando fazer política, vencendo os desafios dos localismos, priorizando a cidadania.
A participação cidadã é norteada pelo amplo conceito de cidadania, que é, em sua concepção, o direito a vida como um todo. Na construção objetivada de uma democracia radical, sem desigualdades, exclusões de quaisquer natureza. Na égide da ética na política, os movimentos sociais expandiram sob segmentação de vertentes cada vez mais diferenciadas. Enfatizando ao longo dos anos 90, surgindo o terceiro setor – ONGS -, aliada do governo, para atender a necessidade de serviços sociais.
Dilatando assim a percepção da população quanto a emergência da participação popular na mobilização para sensibilizar o Estado na contra mão de interesses no campo da política. Logo, a modernidade se constitui de duas formas: a racionalização e subjetivação, sobretudo quanto a subjetivação como caráter identitário na mobilização de demandas em âmbito cultural, político e social.
A mobilização estudantil, realizada durante esses últimos vinte anos, efetivou-se um marcante diferencial dos movimentos sociais, tendo como protagonista a classe média. Assim como no movimento cara-pintada, para a retirada do presidente da república na época, Fernando Collor de Melo, hoje com a luta pela a permanência do direito das 120 passagens, o movimento constitui-se historicamente autêntica, quanto a sua busca por direito constitucionalmente adquirido. Ainda que, a população manauara esteja engatinhando na concepção de cidadania participativa, não se pode conter-se pelas dificuldades, mas avançar, pois sem luta não há vitória.









